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O Pix E O Fim Do Dinheiro Em Espécie

Publicado em 03/12/2020 - 18:19 Por Adriano Santanna
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Créditos da imagem: Bruno Thales
Você, provavelmente, já juntou muita moeda em cofrinhos, né?! Eu adorava,
principalmente aquele modelo tradicional de porquinho, que se quebrava com uma
martelada. Era uma grande expectativa a contagem, pra saber, finalmente, qual valor
havia conseguido juntar. Com o tempo, esse hábito, que era quase uma brincadeira
divertida, foi acabando pra mim. Após o “crédito ou débito, senhor?”, as moedas cada
vez menos chegaram em minhas mãos.



Agora, uma novidade parece ameaçar um outro velho costume: o pagamento através
de cédulas de dinheiro. A chegada do PIX - o sistema de pagamentos instantâneos,
desenvolvido pelo Banco Central (BC), promete mudar a forma como realizamos
transações financeiras. A tão comentada cédula do lobo-guará, que nem passou ainda
por minhas mãos, já vive a discussão sobre o fim do dinheiro em espécie no nosso
país.

O PIX permite transferências financeiras de forma instantânea e segura entre pessoas,
empresas e entidades públicas. Durante 24 horas por dia e sete dias por semana, já é
possível fazer transferências financeiras para outros indivíduos, sem custo algum. O
sistema também permite pagamentos de empresas para empresas, assim como
transações envolvendo entidades públicas (por exemplo, que paguemos nossas
contas de energia por meio da plataforma de pagamento instantâneo).



De acordo com as últimas informações divulgadas pelo BC, mais de 30 milhões de
chaves já foram registradas por meio de CPF/número de celular para fazer transações
PIX. Esse número é muito expressivo para o sucesso da implementação da
plataforma, considerando que o período de registro é recente.

De acordo com uma pesquisa da Febraban, publicada no mês passado, as transações
financeiras via celular, no Brasil, cresceram 41% em 2019, passando de 3,2 bilhões
para 4,5 bilhões de operações em plataformas digitais. Com o dinheiro migrando para
o universo online, analistas acreditam que o fim da moeda como conhecemos hoje
está cada vez mais próximo.



Você sabia? Dinheiro em espécie custa dinheiro!
Em 2 de setembro de 2020, o Banco Central apresentou a nota de R$ 200. A cédula,
em circulação desde então, veio para impedir que o aumento de demanda por dinheiro
em espécie, ocasionado pelos pagamentos do Auxílio Emergencial, causasse
desabastecimento de papel-moeda. Essa situação ilustra o quão dependente ainda
somos do dinheiro em papel (e isso vale para o mundo todo). Para você ter ideia,
estima-se que, só para a produção de notas de R$ 200 e R$ 100, o Banco Central
gaste R$ 114 milhões em 2020. Em 2019, a entidade gastou R$ 90 bilhões com
transporte, armazenamento e segurança de cédulas. Intrigante, não?!

O fato é que o futuro do dinheiro não está mais, literalmente, em nossas mãos. Talvez
você já compre via cartão no supermercado, farmácia, bares e diversos outros
estabelecimentos. Mas, a pipoca da esquina, agora já pode ser paga pelo seu celular.
Viva a tecnologia!