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Rinha de galo é prática criminosa e deve ser denunciada

Publicado em 29/11/2021 - 15:26 Por Marco Antonio Rodrigues de Oliveira
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Créditos da imagem: PMA
A briga de galos, mais conhecida como rinha, embora seja uma prática proibida desde 1998 no Brasil, ainda vem acontecendo de forma clandestina. Na última segunda-feira, 22, mais de 30 pessoas foram presas no bairro Linhares, em Juiz de Fora (MG). A ação foi mobilizada pela integração entre protetores ambientais, Polícia Civil e Polícia Militar Ambiental. 

No local foram encontrados 30 galos e 5 galinhas, dos quais alguns apresentavam sinais de maus-tratos e estavam em caixas de madeira. Também foram apreendidos R$ 10 mil em dinheiro e medicamentos utilizados nos animais.

Foram presos um idoso de 60 anos e seu filho de 29, donos da residência onde aconteciam as brigas. Outras 29 pessoas estavam no local como apostadores. Elas assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

Os animais foram resgatados e levados para o município de Formiga.

As rinhas

As rinhas de galo acontecem como forma de “esporte” para donos de animais e apostadores, e movimentam um mercado clandestino que não leva em conta a saúde e os direitos dos animais. Eles podem sofrer diversos tipos de violência como ferimentos, mutilações e mudanças estéticas (como retirada de penas). Além disso, nas rinhas o uso de medicamentos são comuns para garantirem que os galos apresentem comportamento agressivo.

As principais espécies utilizadas nesse tipo de “competição” são variações da espécie Gallus gallus como Shamo e Aseel. 

A prática é criminosa, como é determinada pelo artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/98 (conhecida como lei do meio ambiente):
“praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”. Pena, detenção, de três meses a um ano, e multa. A pena será aumentada em caso de morte do animal.

A população deve denunciar e garantir que a prática não fique impune a partir dos seguintes canais:

Disque denúncia (anônimo) - 181
Polícia Militar de Minas Gerais – 190
4ª CIA PM MAMB (JF) - (32) 3228-9050

Tags: rinha de lado, briga de galo, crime
 Marco Antonio Rodrigues de Oliveira Marco Antonio Rodrigues de Oliveira
Segurança E Cidadania

O Coronel Marco Antonio Rodrigues de Oliveira, natural de Juiz de Fora MG, ingressou na Academia de Polícia Militar em 1991 como cadete e encerrou sua carreira em 2021 como comandante do 2º BPM. É filho de Policial Militar, o qual o inspirou para entrar na carreira. Nesses 30 anos dedicados a PMMG, exerceu funções em seis cidades diferentes: Belo Horizonte, Juiz De Fora, Ubá, Matias Barbosa, Ribeirão das Neves e Betim. Trabalhou em diversas funções administrativas e operacionais, além de ter recebido diversas honrarias pelos diversos serviços prestados, dentre elas a Medalha Alferes Tiradentes, maior honraria da PMMG. O amor pela área de segurança pública sempre fará parte de sua vida, assim, com o propósito de ajudar a quem precisa, Cel Marco vê uma oportunidade de transportar um pouco do seu universo para cá, trazendo informações relevantes que relacionam com a área para seus leitores.

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