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Pix terá mudanças para evitar fraudes

Publicado em 03/09/2021 - 17:01 Por Marco Antonio Rodrigues de Oliveira
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Créditos da imagem: Governo Federal

O Pix, apesar de ser uma ferramenta recente, já conquistou os brasileiros, se tornando uma das principais formas de pagamento do país. Segundo dados divulgados em maio deste ano pelo Banco Centra (BC), o Pix conta com mais de 242 milhões de chaves cadastradas, sendo 83 milhões de pessoas físicas e mais de 5,5 milhões de empresas. Em conjunto com a popularidade, o número de crimes e fraudes envolvendo a ferramenta de transação instantânea aumentou, e dessa forma a necessidade de mecanismos que assegurem a segurança dos usuários.

O BC, respondendo a essa necessidade, divulgou novas medidas para dificultar crimes. No período das 20 às 6 horas, as transações entres pessoas físicas, incluindo Micro e Pequenos Empreendedores Individuais, ficam limitadas a R$ 1.000.

De acordo com o diretor João Manoel Pinho de Mello, 90% das transferências que acontecem nesse período são de valores iguais ou menores a R$ 500, de forma que o novo limite não promete grande impacto para a população.

Outra mudança diz respeito ao prazo que pode variar de 24 a 48 horas para que seja efetivada a solicitação de aumento de limite. Já para o pedido de diminuição, o efeito será imediato.

Dentro do pedido de aumento do limite, os usuários poderão ainda estabelecer diferentes valores para diferentes contas. Por exemplo, poderá ser permitido enviar um valor maior para algumas contas (que o usuário poderá julgar mais confiáveis), e menor para as demais.

Ainda sobre as mudanças mais importantes, passará a ser obrigatório que as instituições financeiras que participam do sistema informem para o Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) as contas com atividades suspeitas. Antes, a escolha de informar ou não, era facultativa.

De acordo com o BC ainda não há data certa para que as mudanças comecem a valer, mas estima-se que dentro de algumas semanas elas já estejam em vigor.

Confira outras mudanças:

·      - Serão permitidas consultas ao DICT para acrescentar informações aos sistemas de prevenção à fraude das instituições;

·      - Os usuários poderão compartilhar com autoridades informações sobre transações suspeitas;

·      - Instituições reguladas serão obrigadas a adotar medidas contra fraudes, com reporte para o Comitê de Auditoria e para o Conselho de Administração ou à Diretoria Executiva;

·      - Para as empresas realizarem a antecipação de recebíveis de cartões (pagamento no mesmo dia) o histórico comportamental e de crédito será obrigatório.

*Com informações da CNN

Tags: pix, fraudes, banco central
 Marco Antonio Rodrigues de Oliveira Marco Antonio Rodrigues de Oliveira
Segurança E Cidadania

O Coronel Marco Antonio Rodrigues de Oliveira, natural de Juiz de Fora MG, ingressou na Academia de Polícia Militar em 1991 como cadete e encerrou sua carreira em 2021 como comandante do 2º BPM. É filho de Policial Militar, o qual o inspirou para entrar na carreira. Nesses 30 anos dedicados a PMMG, exerceu funções em seis cidades diferentes: Belo Horizonte, Juiz De Fora, Ubá, Matias Barbosa, Ribeirão das Neves e Betim. Trabalhou em diversas funções administrativas e operacionais, além de ter recebido diversas honrarias pelos diversos serviços prestados, dentre elas a Medalha Alferes Tiradentes, maior honraria da PMMG. O amor pela área de segurança pública sempre fará parte de sua vida, assim, com o propósito de ajudar a quem precisa, Cel Marco vê uma oportunidade de transportar um pouco do seu universo para cá, trazendo informações relevantes que relacionam com a área para seus leitores.

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