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Golpe no WhatsApp: uma ameaça além do mundo virtual

Publicado em 03/05/2021 - 17:06 Por Marco Antonio Rodrigues de Oliveira - Artigo editado em 13/05/2021 - 05:34
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Créditos da imagem: Imagem de Webster2703 por Pixabay

Aposto que todo mundo conhece alguém que já sofreu algum golpe (ou tentativa) nas redes sociais. Em um mundo cada vez mais conectado, a chance de se deparar com uma situação desse tipo é enorme, exigindo nosso conhecimento de como lidar com o ocorrido. De acordo com dados levantados em 2019 pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 46% dos internautas brasileiros sofreram algum tipo de golpe financeiro no período de 12 meses antes da realização do estudo. Esse número corresponde a 12,1 milhões de pessoas. Desse total, 18% perderam seus dados pessoais por meio do telefone, e-mail, aplicativos como o WhatsApp e outros sites.

Segundo outra pesquisa - um relatório realizado pela empresa de monitoramento App Annie - o WhatsApp foi o aplicativo mais usado no Brasil em 2019. A posição do aplicativo como essencial tende a se firmar cada vez mais. Na quarentena provocada pela pandemia de covid-19 o WhatsApp conseguiu o pódio mais uma vez, sendo o aplicativo mais usado do período segundo o Núcleo de Marketing e Consumer Insights (NUMA), da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Tanto tempo em frente a tela nos deixa cada vez mais vulneráveis. Confira abaixo alguns dos golpes mais populares no momento, e como se proteger deles.

Código de verificação

Esse crime só é possível se o seu número de celular estiver disponível para estranhos. A partir do momento que você coloca seus dados em sites de anúncios, ou anúncios em redes sociais, por exemplo, você se torna uma presa fácil para os criminosos, e é aí que o golpe tem início. Quem está do outro lado da tela entra em contato com a vítima se passando por funcionários de sites ou empresas, geralmente alegando que há algum problema no cadastro da pessoa. É solicitado então um número de seis dígitos que serão enviados via sms. O que muitas pessoas não sabem é que o código exigido é a “senha” que o WhatsApp requisita para conectar a conta a um aparelho diferente. Quando o dono do número passa a informação para o criminoso, esse consegue acessar a conta em questão no seu próprio aparelho.

No celular da vítima, não há mais o acesso ao seu perfil no WhatsApp. A partir do aparelho de quem roubou o acesso, começa então a última parte do golpe: se passar pela outra pessoa e pedir dinheiro a amigos e familiares dela.

Prova de vida

Em meio a pandemia que assola o Brasil e o mundo, muitos idosos do país têm feito a prova de vida – procedimento necessário para confirmar o recebimento da aposentadoria – de forma virtual. Se aproveitando da situação, golpistas estão ligando para os aposentados e mandando mensagens pelo WhatsApp. Em seguida, eles pedem que a vítima envie uma foto de um documento para terminar o processo.


O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) divulgou que não entra em contato por telefone. A forma correta de realizar a prova de vida de forma on-line é baixando o aplicativo “Meu INSS”.

WhatsApp cor de rosa

Nem sempre os golpistas vão entrar em contato diretamente com a pessoa afetada. No golpe do WhatsApp cor de rosa, que começou a correr pelos grupos nas últimas semanas, basta clicar em um link para ser atingido.

Com a promessa de mudar a cor do app do verde para o rosa, o “WhatsApp Pink” mente ser uma atualização oficial do WhatsApp, assumindo o controle do aparelho e até travando sua utilização pelo dono.

O aplicativo emitiu uma nota dizendo que qualquer pessoa está vulnerável à ameaça.

Pesquisa da Coca-Cola

Circula entre os usuários do WhatsApp uma suposta pesquisa realizada pela Coca-Cola em comemoração ao seu 20º aniversário. Ao clicar no link disponível, uma página é aberta parabenizando o internauta por ter sido selecionado para participar do questionário, que segundo a página recompensará com prêmios.

A ação é falsa e não possui nenhuma ligação com a Coca-Cola. O objetivo do link é nada mais que roubar dados pessoais, como dados bancários e senhas em geral.

Como se proteger

É importante frisar que estes são apenas alguns dos muitos golpes que acontecem nas redes. No entanto, existem dicas comuns que você pode utilizar e que irão te proteger de todos os tipos de golpes, e principalmente os que acontecem por meio do WhatsApp:

- Abra o aplicativo de mensagens e clique no menu de três pontos no canto superior direito, e em seguida em configurações. Clique então em conta, confirmação em duas etapas e depois em ativar. Crie uma senha numérica e em seguida coloque o seu e-mail, ou pule, caso não utilize.  Dessa forma, sua conta ganha uma forma extra de proteção. Anote o código e o utilize se for trocar de aparelho e instalar novamente o aplicativo utilizando o mesmo número de telefone.

- Se receber mensagens pelo WhatsApp com pedidos de depósito, NÃO deposite, mesmo que a solicitação venha de amigos próximos ou de familiares. O ideal é primeiro realizar uma ligação, e confirmar que não se trata de um golpe.

- Não poste seu número de celular em anúncios públicos. Qualquer pessoa pode ter acesso a ele.

- Não clique em links suspeitos, mesmo se receber de amigos próximos ou familiares. A pessoa que te enviou pode não saber que está na realidade repassando um vírus ou link malicioso. Procure sempre saber do que se trata e a procedência do link antes de clicar nele.

- Não coloque suas informações pessoais em sites suspeitos. Recebeu um formulário com uma suposta promoção realizada por alguma marca? Vá ao perfil oficial da empresa nas redes e no site oficial conferir a informação. É importante destacar que os criminosos possuem métodos de “copiar” o site de uma companhia, fazendo com que a página maliciosa pareça real. Confira o endereço da página e tenha uma atenção especial para encontrar possíveis erros.

Concluindo...

O WhatsApp é um dos principais meios de propagação de golpes on-line, porém não é o único. Páginas de falsas lojas são frequentes no Instagram, por exemplo.

A principal recomendação para um uso saudável seja em qual rede for é: desconfie. Sempre tenha a desconfiança como sua principal defesa. As redes sociais são benéficas em vários pontos e nos abrem inúmeras oportunidades de nos conectarmos com as pessoas. O uso é positivo, mas deve ser feito sempre com responsabilidade e MUITA atenção.

Caso venha ser vítima, a orientação da Polícia Militar de Minas Gerais é que seja registrado um boletim de ocorrência. Também é importante avisar amigos e pessoas próximas do ocorrido.

Para recuperar acesso a uma conta perdida no WhatsApp você deve tentar instalar o aplicativo novamente fazendo todo o processo de verificação, ou entrar em contato com o suporte da empresa.

Você também pode falar com a Polícia Militar pelo número 190 ou procurar um policial próximo de você.

Tags: WhatsApp, golpe, golpes, redes sociais, segurança
 Marco Antonio Rodrigues de Oliveira Marco Antonio Rodrigues de Oliveira
Segurança E Cidadania

O Coronel Marco Antonio Rodrigues de Oliveira, natural de Juiz de Fora MG, ingressou na Academia de Polícia Militar em 1991 como cadete e encerrou sua carreira em 2021 como comandante do 2º BPM. É filho de Policial Militar, o qual o inspirou para entrar na carreira. Nesses 30 anos dedicados a PMMG, exerceu funções em seis cidades diferentes: Belo Horizonte, Juiz De Fora, Ubá, Matias Barbosa, Ribeirão das Neves e Betim. Trabalhou em diversas funções administrativas e operacionais, além de ter recebido diversas honrarias pelos diversos serviços prestados, dentre elas a Medalha Alferes Tiradentes, maior honraria da PMMG. O amor pela área de segurança pública sempre fará parte de sua vida, assim, com o propósito de ajudar a quem precisa, Cel Marco vê uma oportunidade de transportar um pouco do seu universo para cá, trazendo informações relevantes que relacionam com a área para seus leitores.

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