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Day Trade: sonho do dinheiro fácil se torna pesadelo para iniciantes

Publicado em 25/10/2021 - 12:27 Por Marco Antonio Rodrigues de Oliveira
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Créditos da imagem: standret no Freepik

Ganho de dinheiro fácil e rápido. É acreditando nessa ideia que muitas pessoas têm tido grande perda financeira apostando em uma prática atrativa, porém traiçoeira: a Day Trade, também conhecida como Day Trading. A dinâmica consiste em fazer investimentos na bolsa de valores com operações de compra e venda que são finalizadas no mesmo dia. De forma ágil, o Day Trade promete lucros extremamente rápidos e seguros.

A prática pode acontecer quando um investidor compra uma ação no início do dia e vende horas depois, por exemplo. O problema é que as oscilações da bolsa são constantes, e não há como se certificar de que haverá lucro, e não prejuízo. Junto com a mais provável das opções, a segunda, vem ainda a sensação de que é necessário tentar de novo. Um ciclo então, se inicia, semelhante ao vício causado pelos cassinos e jogos de azar. A perda financeira pode se tornar ainda uma grande dívida à medida que muitos recorrem a empréstimos com bancos ou conhecidos, e principalmente se for de grandes quantias.

De acordo com dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da B3, o número de operações Day Trade passou de 143.000 em 2017 para 1.140.000 em 2021. Mas o que explica o “boom” de uma operação tão pouco confiável? A resposta pode estar nos milhares de “professores” que ensinam a atividade, principalmente nas redes sociais. Nos últimos anos, esses “especialistas” se multiplicaram, vendendo ainda cursos caros, que supostamente apresentam os segredos para execução certeira do Day Trade.

Acreditando nesses supostos entendedores, muitas pessoas depositam sua confiança e perdem até mesmo mais dinheiro com as aulas do que com o investimento em si. Tentar se qualificar em uma área pouco segura pode também se tornar um vício à medida que se espera descobrir uma fórmula para acertar em todos os momentos os movimentos da bolsa, o que não é possível.

De acordo com informações da Fundação Getúlio Vargas (FVG), entre 2013 e 2018, de 98 mil pessoas, apenas 554 deram continuidade no Day Trade por mais de 300 pregões. O número exemplifica que o exercício da prática, por mais que seja vendido como acessível até mesmo para pessoas sem conhecimento na bolsa de valores, não é algo que trará bons resultados para todos, e sim para uma pequena minoria.

O Domingo Espetacular da Rede Record mostrou em uma reportagem de abril que até mesmo famosos já caíram no golpe. O jogador Madson, ex-jogador do Santos foi uma vítima, acreditando em uma corretora que se tratava na verdade de um falso esquema, com falsos números sendo apresentados aos clientes.

Esse tipo de golpe opera a partir de uma plataforma falsa, criada para imitar os números da bolsa de valores, a partir daí um suposto conselheiro que indica quais as próximas operações realizar e valores a colocar. Em um primeiro momento há lucro: dinheiro de outras pessoas que também caíram no golpe e que são transferidos para as vítimas atuais. Acreditando então que os ganhos são reais, esses passam a gastar cada vez mais dentro do falso sistema, até o momento em que perdem todo o valor investido.

Se atente!

É possível ganhar dinheiro com o Day Trade? Sim, no entanto é preciso mais que força de vontade, é necessário anos de experiência adquiridos como investidores experientes, e mesmo dessa forma, ainda há risco de perda.

Desconfie de grandes promessas e se pensar em investir, seja em qual categoria de investimento, é sempre necessário verificar se a instituição é regulada pela CVM. Já a B3 informa as empresas que podem fazer os mais diversos tipos de operações.

Tenha cautela e se proteja!
 

Tags: Investimento, bolsa de valores, day trdae, day trading, golpe
 Marco Antonio Rodrigues de Oliveira Marco Antonio Rodrigues de Oliveira
Segurança E Cidadania

O Coronel Marco Antonio Rodrigues de Oliveira, natural de Juiz de Fora MG, ingressou na Academia de Polícia Militar em 1991 como cadete e encerrou sua carreira em 2021 como comandante do 2º BPM. É filho de Policial Militar, o qual o inspirou para entrar na carreira. Nesses 30 anos dedicados a PMMG, exerceu funções em seis cidades diferentes: Belo Horizonte, Juiz De Fora, Ubá, Matias Barbosa, Ribeirão das Neves e Betim. Trabalhou em diversas funções administrativas e operacionais, além de ter recebido diversas honrarias pelos diversos serviços prestados, dentre elas a Medalha Alferes Tiradentes, maior honraria da PMMG. O amor pela área de segurança pública sempre fará parte de sua vida, assim, com o propósito de ajudar a quem precisa, Cel Marco vê uma oportunidade de transportar um pouco do seu universo para cá, trazendo informações relevantes que relacionam com a área para seus leitores.

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