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Cerol e linha chilena podem causar acidentes fatais

Publicado em 13/09/2021 - 12:03 Por Marco Antonio Rodrigues de Oliveira
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Créditos da imagem: Portal gmconline.com.br

Soltar pipas é diversão para crianças e adultos, no entanto, uma simples brincadeira pode se tornar perigosa quando alguns elementos entram em cena: o uso de cerol e da linha chilena. O cerol, popular há décadas é feito na maioria das vezes com cola e pó de vidro, podendo também ser feito com cola e pó de ferro. Já a linha chilena, é produzida industrialmente com pó de quartzo e óxido de alumínio. Seu poder de corte supera o do cerol, alarmando as autoridades e preocupando os cidadãos.

De acordo com a Agência Minas, em 2020, 539 denúncias de comércio ilegal de linha chilena e cerol foram realizadas por meio do 181. Já em 2021, apenas no primeiro semestre, o 181 contabilizou 426 denúncias.

Essa venda movimenta um mercado perigoso que contribui para acidentes, principalmente de motociclistas. De acordo com a Associação Brasileira de Motociclistas (ABRAM), são mais de 100 acidentes por ano em todo o país, sendo que 50% causam ferimentos graves e 25% são fatais. A Campanha Nacional “Cerol Não!” estima que em dados atuais, sejam mais de 500 acidentes anuais.

A venda de linhas cortantes em pipas, papagaios e similares é crime em Minas Gerais. De acordo com a Lei Nº 23515 de 20/12/2019:

Art. 1º É vedada a comercialização e o uso de linha cortante em pipas, papagaios e similares.

Parágrafo único. Para os fins do disposto nesta lei, considera-se linha cortante aquela que, produzida industrialmente para esse fim ou modificada pela adição de produtos como o cerol, tem poder de corte.

Art. 2º O descumprimento do disposto no caput do art. 1º sujeitará o infrator a apreensão da linha cortante e multa no valor de 1.000 (mil) Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais - Ufemgs.

O uso das linhas cortantes já é proibido no estado desde 2002. Existe ainda outra lei federal de 1990 que também classifica a venda das linhas como crime.

Alto risco

A linha chilena é tão cortante a ponto de ser capaz até mesmo de danificar a lataria de um veículo. Na pele, o mínimo contato já é o suficiente para um corte que pode ser fatal dependendo da região atingida.

Esse tipo de linha apresenta ainda outro risco: é capaz de cortar o metal que reveste a fiação elétrica, causando ainda outros tipos de acidente por ser condutora de energia, como um curto circuito.

Prevenção e denúncia

É necessário falar sobre o tema e cada vez mais desenvolver campanhas que visam conscientizar a população sobre o crime e estimular as denúncias. Caso presencie o uso ou venda de cerol ou linha chilena, não hesite em contatar a Polícia Militar de Minas Gerais pelo número 190, ou de realizar uma denúncia anônima no 181.

Para os motoqueiros, é ideal que se use capacetes de materiais resistentes e antenas nas motocicletas, que evitam que a linha entre em contato com o motorista, principalmente na região pescoço.

Tags: cerol, linha chilena, pipa, crime
 Marco Antonio Rodrigues de Oliveira Marco Antonio Rodrigues de Oliveira
Segurança E Cidadania

O Coronel Marco Antonio Rodrigues de Oliveira, natural de Juiz de Fora MG, ingressou na Academia de Polícia Militar em 1991 como cadete e encerrou sua carreira em 2021 como comandante do 2º BPM. É filho de Policial Militar, o qual o inspirou para entrar na carreira. Nesses 30 anos dedicados a PMMG, exerceu funções em seis cidades diferentes: Belo Horizonte, Juiz De Fora, Ubá, Matias Barbosa, Ribeirão das Neves e Betim. Trabalhou em diversas funções administrativas e operacionais, além de ter recebido diversas honrarias pelos diversos serviços prestados, dentre elas a Medalha Alferes Tiradentes, maior honraria da PMMG. O amor pela área de segurança pública sempre fará parte de sua vida, assim, com o propósito de ajudar a quem precisa, Cel Marco vê uma oportunidade de transportar um pouco do seu universo para cá, trazendo informações relevantes que relacionam com a área para seus leitores.

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