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Aplicativos de encontro: perigos são comuns e o uso requer cuidados

Publicado em 13/12/2021 - 13:37 Por Marco Antonio Rodrigues de Oliveira
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Créditos da imagem: Reprodução internet.
É fato: a internet aproxima pessoas e é capaz de funcionar como uma ponte entre indivíduos que de outra forma não se conheceriam. No entanto, em conjunto com a facilidade de conhecer pessoas on-line e as diversas possibilidades de conexão que a internet oferece há perigos cada vez mais eminentes em um mundo tão conectado. Em aplicativos e sites de relacionamento pessoas com más intenções encontram um terreno fértil para enganar, mentir e aplicar golpes.

De acordo com a Secretaria do Estado de São Paulo o número de boletins de ocorrência ligados a aplicativos de encontro cresceu 250% de 2014 até 2018. Já um levantamento feito pela agência Gênero e Número, mostrou que a maior parte das vítimas são mulheres, sendo responsáveis por 2/3 das denúncias.

A agência ainda divulgou que o principal crime denunciado em 2018 foi o de difamação, seguido de ameaça, injúria, estelionato e calúnia. Entre essas denúncias, no topo do ranking está o Tinder, mas também existem denúncias envolvendo o Badoo, POF, Grindr e Happn.

Com cada vez mais denúncias, ter cuidado ao conhecer pessoas de forma virtual deve ser prioridade para aqueles que utilizam de tais meios. Ao conversar com alguém na internet é importante primeiramente ter a certeza de que a pessoa é real e de que a conta não mostra um perfil falso. Para isso, é indicado desconfiar de fotos muito produzidas, perfis que apontam cargos muito altos e que prometem luxo e conforto para as parceiras do match. Muitas vezes, a pessoa do outro lado da tela se utiliza de fotos de personalidades menos conhecidas ou bancos de imagens para enganar as vítimas.

Ainda para descobrir se um perfil é falso, também é relevante procurar as redes sociais do indivíduo e analisar criteriosamente se há fotos, interação com demais usuários e mais informações que atestem a veracidade da conta. É possível também pedir para falar com a pessoa por meio de vídeo (há esta opção dentro do Tinder, por exemplo), mas nunca passar informações importantes como endereço e CPF. Mesmo o telefone celular não deve ser passado tão facilmente.

Ao pensar em marcar um encontro, o ideal é já ter conversado por um tempo suficiente para saber pelo menos um pouco sobre a pessoa que se deseja relacionar, e nunca marcar o encontro em casa, e sim em locais públicos e movimentados, avisando sempre amigos e familiares sobre o passeio, compartilhando inclusive, a localização em tempo real se possível.

Também é essencial não aceitar caronas, mesmo que o indivíduo se mostre confiável e mesmo que o encontro seja positivo.

Outro ponto a ser destacado é sobre consumo de álcool. Ele deve ser maneirado, e sempre se deve observar o caminho da bebida até o copo, nunca o deixando sozinho com a outra pessoa. Ao deixar o copo sem supervisão, é possível que alguma droga seja inserida dentro dele.

Por fim, nunca se deve enviar dinheiro. Um golpe muito comum é mentir sobre o envio de presentes do exterior para o Brasil (em caso de perfis supostamente estrangeiros), alegando que o produto ficou retido na alfândega, e assim pedir dinheiro da vítima para pagar supostas taxas. Ou mesmo, também pode ocorrer alegações de dificuldades financeiras para conseguir acesso ao dinheiro.

Denunciando

Em casos de comportamentos suspeitos, o usuário pode reportar o acontecido e denunciar a conta dentro das plataformas. São exemplos de violações dos termos de uso da maioria desses espaços: ameaças, mensagens ofensivas, comportamento impróprio, enviar fotos íntimas não solicitadas, pedir dinheiro e uso de contas falsas.

Em caso de crime, é indispensável o contato com a polícia, que pode ser feito pelo número 190 (Polícia Militar de Minas Gerais) ou indo até uma delegacia.

Tags: Aplicativos de relacionamento, tinder, encontro
 Marco Antonio Rodrigues de Oliveira Marco Antonio Rodrigues de Oliveira
Segurança E Cidadania

O Coronel Marco Antonio Rodrigues de Oliveira, natural de Juiz de Fora MG, ingressou na Academia de Polícia Militar em 1991 como cadete e encerrou sua carreira em 2021 como comandante do 2º BPM. É filho de Policial Militar, o qual o inspirou para entrar na carreira. Nesses 30 anos dedicados a PMMG, exerceu funções em seis cidades diferentes: Belo Horizonte, Juiz De Fora, Ubá, Matias Barbosa, Ribeirão das Neves e Betim. Trabalhou em diversas funções administrativas e operacionais, além de ter recebido diversas honrarias pelos diversos serviços prestados, dentre elas a Medalha Alferes Tiradentes, maior honraria da PMMG. O amor pela área de segurança pública sempre fará parte de sua vida, assim, com o propósito de ajudar a quem precisa, Cel Marco vê uma oportunidade de transportar um pouco do seu universo para cá, trazendo informações relevantes que relacionam com a área para seus leitores.

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