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Saúde Integrativa: uma abordagem que vai além da cura

Publicado em 19/11/2021 - 16:56 Por Letícia Lagoa
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Créditos da imagem: acervo do site Lagoa da Terra

O mundo inteiro foi impactado por um vírus que trouxe pânico, incertezas e provocou milhões de mortes. A pandemia, iniciada em 2020 no Brasil, já traz muitas consequências, principalmente, psicológicas. E mesmo com a vacina contra a Covid-19, a nossa vida parece estar longe de voltar ao normal. Fala-se, inclusive, em uma nova onda. Até quando vamos conviver com isso? Ainda não sabemos.

Sabe-se que o medo de bilhões de pessoas foi além, causado por um estresse excessivo devido à insegurança, aumento do contágio, isolamento social e, consequentemente, à perda de emprego. Durante a pandemia, a Organização Mundial de Saúde divulgou guias de autocuidado para saúde mental, aliando técnicas integrativas com orientações para mantermos uma rotina de sono, exercícios físicos (mesmo em casa) e alimentação saudável.

Diante da realidade de muitos países afetados por uma crise sanitária e econômica, o lado positivo deste caos, no meu entendimento, é que a medicina nunca foi tão humanizada.

Uma reportagem divulgada no Jornal O Globo, entrevistou seis médicos renomados que relataram ter se tornado, no período pandêmico, mais sensíveis, solidários e ouvintes. Eles procuraram um novo olhar para a doença, como para o paciente e seus familiares. E mais, a postura hierárquica de detentor do conhecimento foi muito além de um diagnóstico e tratamento médico: a esperança e a busca por uma força interior nata de ambas as partes foram estimuladas.

De fato, lidar com uma doença desconhecida, com a sensação de impotência devido ao alto índice de mortes sensibilizou quem estava na linha de frente, principalmente. A matéria ainda revelou que nove entre dez dos profissionais no Brasil tiveram a saúde afetada nesse período. “A verdade é que não somos máquinas cujas peças são substituídas ou reparadas, somos um corpo físico que também apresenta emoções e vive em sociedade, que interage com outros seres, meio ambiente e de acordo com regras sociais e econômicas. Um indivíduo, com pressão alta e rotina estressante, não terá o equilíbrio apenas com a medicina convencional.” Ouvi este depoimento de uma amiga da área da saúde que recorreu às terapias integrativas depois de não ter o resultado esperado apenas com o uso de medicamentos prescritos pelo médico. Ela buscou nos ensinamento do Reiki, equilíbrio energético e atitudes de autocuidado. Passou a gerenciar as crises de ansiedade nos momentos de estresse. Para ela, a terapia surgiu para preencher um vazio que a medicina convencional não conseguiu, naquele momento.

A própria OMS diz que somos seres biopsicossociais e saúde não é apenas a ausência de doença. É necessário ter emprego, moradia, saneamento básico, boa alimentação, lazer etc. Mas esta compreensão pelo todo, de ampliar a visão sobre si mesmo para lidar com as adversidades, enfrentar a doença com outras abordagens na prática é relativamente novo. Só em 2006, depois de quase 30 anos de discussões sobre as necessidades da população brasileira por uma nova cultura de saúde, o Ministério da Saúde criou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece à população carente 29 tratamentos terapêuticos, infelizmente, ainda pouco divulgados e reconhecidos. Mas não há como negar, o coronavírus trouxe muitos ensinamentos e oportunidades devido à sua complexidade e abrangência mundial. Se as perdas nos hospitais causaram sensação de frustação e de dor, em contrapartida, as altas trouxeram comemorações, alegrias e vida, inclusive, àqueles profissionais que experimentaram uma conexão mais humana com pacientes e familiares.

Fomos convidados a atribuir um novo olhar nos relacionamentos e nas atitudes em meio às adversidades. Descobrimos também que preocupações e medos em relação ao futuro podem ser controlados, por exemplo, com práticas meditativas, exercícios físicos e yoga. As dores podem ter causas emocionais e serem tratadas com abordagens diferentes. Mas o mais interessante é entender, por meio das evidências científicas, que uma simples mudança no estilo de vida pode reverter a progressão de muitas doenças. “Uma saúde que vai além da cura”.



Tags: saúde integrativa, medicina integrativa, pandemia, equilíbrio emocional, saúde mental, terapias integrativas, bem-estar, equilíbrio, meditação, yoga, atividade física, reiki
 Letícia Lagoa Letícia Lagoa
Reviva PlenaMente

Jornalista há mais de 20 anos, sendo a maior parte da carreira dedicada às matérias esportivas nacionais e internacionais. Foi editora-chefe e apresentadora do Globo Esporte da TV Integração, repórter da Globo Minas e, na Globo São Paulo, integrou o quadro de editores do SPORTV. Anos atrás, ao enfrentar uma depressão profunda, transformou a tristeza em aprendizado. Hoje estuda e se dedica exclusivamente às técnicas e métodos que promovem a saúde e o bem-estar das pessoas. É mestre em reiki, aromaterapeuta, praticante de mindfulness e iogue pelo IEPY/Instituto Kaivalyadhama. Acredita que cada história é única, mas que todos podem se reinventar, renascer e sair mais fortes de situações impostas pela vida, quantas vezes for necessário.

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