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O Reiki E A Cura Da Depressão

Publicado em 19/02/2021 - 20:35 Por Letícia Lagoa
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Créditos da imagem: acervo do site Lagoa da Terra

Naquele ano conturbado de 2014, conforme relatei no meu primeiro artigo, aceitei o convite de uma querida amiga para passar uns dias em Belo Horizonte. Ao ver o meu estado depressivo ela falou: “Lê, hoje eu vou ceder o meu horário da terapia para você. Com certeza, está precisando muito mais do que eu.” Foi exatamente naquele dia que fui apresentada ao Reiki. Nunca havia sequer ouvido aquela palavra.   

 

Após uma longa conversa, a psicóloga, então reikiana, pediu para que eu voltasse no dia seguinte. Ela convidou outras três amigas para a sessão.  Lembro-me das pessoas à minha volta com as mãos sobre o meu corpo entoando sons e fazendo símbolos.  Senti um calor enorme no rosto e na barriga. Fiquei tão impressionada com o que estava acontecendo no meu corpo que não queria mais sair daquele estado profundo de relaxamento e voltar à realidade. Pouco mais de uma hora de sessão, deixei o consultório e comecei a pesquisar o assunto para tentar compreender o que realmente havia se passado ali. Imagine eu, uma jornalista cética achando que aquilo era coisa de outro mundo. Sincronicidade ou não, três anos depois eu comemorava a minha formação de mestre em Reiki. 

 

É bom esclarecer que Reiki não está ligado à religião. Reiki é Energia Universal canalizada pelo terapeuta e direcionada ao paciente. Trata-se de uma técnica japonesa reconhecida pela Organização Mundial de Saúde e faz parte dos procedimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde desde 2017.  A mestre pelo sistema Usui, Elaine Favaro, que já formou vários terapeutas na capital paulista, considera uma grande conquista encontrar estes profissionais em alguns postos de saúde da cidade. “A OMS diz que somos seres biopsicossociais. Isto significa que saúde não é apenas a ausência de doença, mas é necessário ter emprego, moradia, alimentação, condições de saneamento, lazer etc. Um indivíduo com pressão alta e desempregado não terá o equilíbrio apenas com a medicina tradicional. As terapias complementares entram para fazer um trabalho energético para que ele tenha condições de perceber a situação de outra maneira, ampliar a sua visão e suas potencialidades”, explica.

 

A qualidade e a quantidade dessa Energia não é o terapeuta quem determina, e sim o corpo da pessoa que está recebendo. A cura não está fora de você. Então, quando eu digo às pessoas que o Reiki ajudou a curar a minha depressão, significa que eu estava aberta para receber, eu queria voltar a viver, renascer!  Tomei remédios prescritos pelos médicos, mas também fazia o alinhamento dos centros de energia do meu corpo para dar a ele a oportunidade de se recuperar. É isso que tento explicar às pessoas que procuram a terapia. Sabemos que as “recaídas” existem, portanto, manter uma vida saudável e os chakras em dia é muito importante.   

 

A professora de inglês e minha amiga, Cethlys Oliveira, procurou um curso de Reiki para fazer a autoaplicação, mas decidiu avançar nos estudos para ajudar a irmã que enfrentava uma doença terminal. “Infelizmente ela não resistiu, mas com as aplicações diárias consegui minimizar o seu sofrimento durante o tratamento no hospital”, relata. Cé, como eu gosto de chamá-la,  também sofreu muito com a perda da irmã, mas seguiu em frente e concluiu a formação em São Paulo. Hoje, ela faz a maior parte dos atendimentos a distância, inclusive de pessoas de vários países. “Com o tempo montei uma sala só para o Reiki - o que facilita a energia enviada ou ministrada pessoalmente”, detalha com orgulho. 

 

Mas você deve estar se perguntando se isso realmente funciona. Sim, funciona. Em tempos de pandemia, a aplicação de Reiki a distância tem sido muito procurada para amenizar os desconfortos causados pelo isolamento social. A minha mestre costuma dizer que “os orientais não separam os conceitos de energia e matéria como nós ocidentais fazemos. A gente precisa de conceitos mais amplos, dados pela física quântica, por exemplo, para compreender melhor a filosofia Reiki (ou aceitá-la)."

 

A verdade é que "não somos máquinas cujas peças são substituídas ou reparadas. Somos um corpo físico que também apresenta emoções e vive em sociedade", conclui Elaine. Por isso, é tão importante buscarmos o autoconhecimento e a autocura. Se a gente cria a doença, a gente tem o poder de curá-la. Vale a reflexão, não é mesmo?

 

E pra terminar o nosso papo... se você tiver a oportunidade de vivenciar a técnica e sentir um calorzinho saindo das mãos do terapeuta, não se preocupe, é sinal de que a energia Reiki está fluindo. Mas lembre-se: a cura está vindo de dentro de você! 

 

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Tags: ansiedade, pandemia, reiki, terapias integrativas, terapias complementares, usui, coronavírus, saúde mental, depressão, estresse, bem estar
 Letícia Lagoa Letícia Lagoa
Reviva PlenaMente

Jornalista há mais de 20 anos, sendo a maior parte da carreira dedicada às matérias esportivas nacionais e internacionais. Foi editora, repórter e apresentadora do Globo Esporte da TV Integração, Globo Minas e, pela Globo São Paulo, integrou a equipe do  Automobilismo e da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Ao enfrentar uma depressão profunda, transformou a tristeza em aprendizado quando descobriu o poder das terapias integrativas - como recursos associados à medicina para equilibrar corpo e mente. Hoje estuda e se dedica às técnicas e métodos que promovem a saúde e o bem-estar das pessoas. É aromaterapeuta e mestre em Reiki pelo Senac/SP, praticante de meditação e cursa Hatha Yoga pelo IEPY/Instituto Kaivalyadhama. Acredita que cada história é única, mas que todos podem se reinventar, renascer e sair mais fortes de situações impostas pela vida, quantas vezes for necessário.

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