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Quem tem trabalho, segura firme. Quem não tem, mantenha-se firme

Publicado em 01/05/2021 - 09:50 Por Vanessa Carlos
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Créditos da imagem: internet

O número de desempregados no Brasil é o maior da série histórica de levantamentos iniciada em 2012. São 14,4 milhões de pessoas no nosso país. Em 1 ano, o número de desempregados no Brasil aumentou 16,9%, com um acréscimo de 2,1 milhões de pessoas na busca por um trabalho. Esses dados foram divulgados esta semana pelo IBGE e revelam o que estamos vendo nas cidades. Se você não está vendo é porque vive numa bolha.

Há quanto tempo não temos tantas campanhas de doação de alimentos? As mobilizações nascem da necessidade, pelo pedido de ajuda.

Enquanto eu editava uma reportagem sobre o pagamento do auxílio emergencial, esta semana, ouvi o depoimento de duas pessoas. Não havia certo ou errado, mas opiniões complementares. Uma senhora reclamava que estava sem emprego. Ela é empregada doméstica e e as mulheres que a contratavam resolveram ir para chácaras na pandemia, não tinha mais casa pra limpar. Ela disse que o dinheiro veio em boa hora, mas que é muito pouco. O outro entrevistado disse que na idade que está é muito mais difícil conseguir trabalho, na pandemia é pior ainda. Falou também que a ajuda veio em boa hora e que qualquer R$10 na conta é bem vindo.

O dinheiro é pouco.
As mulheres vão para as chácaras.
Trabalhadores mais velhos tem mais dificuldade de conseguir emprego.
Todo dinheiro, é dinheiro.

Este 1º de maio (nunca vou saber se fala Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador) é mais uma das datas em que nos pegamos pensando: "lembra há alguns anos como era?".

Em lembro de festas gigantes realizadas por sindicatos e políticos com shows e uma lotação hoje inacreditáveis. Lembro do planejamento para o feriado pra o trabalhador comprar carne e fazer aquele churras. Não preciso nem comentar sobre índices de inflação e muito menos o quanto a carne de boi está mais cara.

Pra quem tem trabalho, segura firme. Pra quem não tem, fique firme!

* Segundo o Cepea- Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, de 1998 a 2017 tivemos queda no preço da arroba do boi nos anos de 2005, 2006, 2009, 2012 e 2017. No acumulado de 20 anos, neste período, o boi gordo acumula alta de 423,3%. Em 2020 o aumento foi de aproximadamente 35%, segundo a USP.

Bons tempos 2005 e 2006, historicamente com duas quedas consecutivas.


Tags: 1º de maio, inflação, auxílio emergencial, trabalhador
 Vanessa Carlos Vanessa Carlos
Memória da Notícia

Jornalista curiosa pelas histórias de vida das pessoas e com os sentidos atentos aos fatos que fazem do cotidiano elementos de transformação. Somente conhecendo a história é possível compreender o presente e desenhar o futuro. É o que teremos aqui toda sexta-feira, fatos recentes e outros um pouco mais distantes, porém conectados. Vanessa Carlos é apresentadora do MG1, da TV Integração. Tem 20 anos de jornalismo e experiência em edição, reportagem e produção de TV, trabalhou na assessoria de comunicação da emissora e com projetos sociais. Tem passagens pela rádio Cultura FM e revista Integra.

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