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Enem – Conhecimento, Caneta, Incerteza, Álcool E Máscara

Publicado em 14/01/2021 - 21:46 Por Vanessa Carlos
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Créditos da imagem: internet
Quem nasceu em 1998 já veio ao mundo ouvindo a palavra Enem. É, tem todo esse tempo mesmo! O maior exame de acesso ao ensino superior do Brasil tem 22 anos. E o sujeito que cresceu pensando numa faculdade nesse período, por associação, ouviu palavras como fraude, vazamento de provas, suspeita de irregularidade e todas as variações do que eu resumo em “de novo?”. Em um breve retrospecto é impossível esquecer denúncias de furto do caderno de provas por quadrilha especializada, inconsistência na correção ou a coincidência de questões idênticas terem sido passadas para estudantes dias antes do exame. O fato é, considerando todo o resto,  é o maior exame do Brasil.

Na linha do tempo do Enem o salto foi gigante, começando em 1998 com 157.221 inscritos e com notas consideradas apenas para duas instituições de ensino superior do país; a adesão ao Pro-Uni (2004); a mudança no formato da prova passando para dois dias (2009); a parceria com Portugal em que instituições portuguesas passaram a aceitar o resultado do Enem (Universidades de Coimbra e Algarve), em 2014;  até o uso de biometria para aumentar a segurança (2016). 

Chegamos aqui, exame de 2020, que deve ser aplicado em 2021 com um total de 5.783.357 inscritos. O tom da insegurança surge de tempos em tempos e hoje (14 de janeiro de 2021), há três dias das provas, ainda não se tem certeza se o Enem vai mesmo ser realizado diante de embates envolvendo a saúde, o coronavírus, a Justiça e o Governo.

Candidatos, quem estudou, estudou! O problema é que a lacuna da desigualdade aumentou na pandemia e quem vem de escola pública, boa sorte! O que aconteceu com o ensino em 2020 será sentido por uma geração. Se não bastasse o básico da preocupação que envolve questões como conhecimento, local de prova, caneta preta, horário de fechamento de portões, transporte e o que levar para comer, será o Enem das máscaras, ah, se tiver Enem.

Eu não poderia me esquecer da temida redação, qual será o tema? Em tempos atuais nada mais propício que voltar à primeira redação, em 1998. O tema: Viver e aprender. Texto base, parte da letra da música de Gonzaguinha “O que é, o que é?”. Inspiração é sempre bem vinda.

O que é, o que é? (Gonzaguinha)
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita
Viver
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita
Viver
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita
E a vida
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão
Êh! Ôh!
E a vida
Ela é maravida ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão
Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo
Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor
Você diz que é luta e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita
Viver
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita
Tags: enem, máscara, exame nacional do ensino médio, memória, notícia, história, educação
 Vanessa Carlos Vanessa Carlos
Memória da Notícia

Jornalista curiosa pelas histórias de vida das pessoas e com os sentidos atentos aos fatos que fazem do cotidiano elementos de transformação. Somente conhecendo a história é possível compreender o presente e desenhar o futuro. É o que teremos aqui toda sexta-feira, fatos recentes e outros um pouco mais distantes, porém conectados. Vanessa Carlos é apresentadora do MG1, da TV Integração. Tem 20 anos de jornalismo e experiência em edição, reportagem e produção de TV, trabalhou na assessoria de comunicação da emissora e com projetos sociais. Tem passagens pela rádio Cultura FM e revista Integra.

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