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Vamos economizar (ainda mais) energia elétrica!

Publicado em 30/06/2021 - 00:03 Por Fernando Agra
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Créditos da imagem: https://pixabay.com/pt/photos/l%c3%a2mpada-el%c3%a9trica-id%c3%a9ia-criatividade-3104355/

                   Iniciamos o mês de julho com a conta de energia elétrica mais cara ainda. E o que nós poderemos fazer para que a despesa mensal com esse item não pese tanto no nosso orçamento?

                A ANAEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) promoveu um aumento de 58,03% no preço da bandeira tarifária vermelha (patamar 2), passando de R$ 6,24 para R$ 9,49 por cada 100 KW/h. O argumento para tal aumento se deve à escassez de chuvas, principalmente nos reservatórios do Sudeste, que estão com cerca de apenas 28% do volume de água. E como a nossa principal fonte de geração de energia elétrica vem das hidroelétricas, o custo aumentou.         De acordo com especialistas, as contas de energia elétricas podem ficar até quase 9% mais caras a partir de julho (situação que poderá piorar mais ainda até novembro,  caso haja novos aumentos nas bandeiras tarifárias).

                Outro argumento é de que com preços mais altos, os consumidores tenderão a diminuir o consumo de energia elétrica nesse grave momento de crise hídrica. Para quem não tem boas práticas de uso dos recursos naturais, e desperdiça água e energia elétrica, será menos sacrificante mudar de hábitos. Entretanto, para quem já utiliza racionalmente os recursos naturais e já economiza, vai ter mais dificuldades. Como classificamos na Economia, a energia elétrica é um serviço inelástico-preço da demanda, ou seja, aumentos de preços provocam quedas menos que proporcionais no consumo. Isso quer dizer que é muito difícil economizar bem e serviços essenciais que não têm substitutos. Qual a consequência disso? Aumento nas despesas com energia elétrica e que vai prejudicar, principalmente, as classes mais pobres. Quanto maior a conta de energia, menos dinheiro sobrará para comprar os alimentos, o gás de cozinha, entre outros itens fundamentais à subsistência. E olhe que esses itens também têm subido de preço recentemente. E esse aumento de custo atinge também as empresas, das quais muitas ainda sofrem as consequências do “abre e fecha” na pandemia e ainda terão dificuldades de repassar o aumento dos custos para o preço final da mercadoria.

                Mesmo não sendo tão simples economizar energia elétrica, devemos intensificar alguns hábitos tão falados: diminuir gradativamente o tempo no banho, que além de promover economia de água, também economizará energia elétrica; desligar todos os aparelhos que não estão sendo usados, sobretudo à noite (somente a geladeira é que deve ficar ligada 24 horas); nada de deixar celular carregando na tomada durante à noite (que também pode ser arriscado); otimizar o uso da máquina de lavar e o ferro de passar entre outras medidas que poderão contribuir para que a nossa conta de energia elétrica não fique tão alta.

                Enfim, no curto prazo, a sociedade não tem muito o que fazer. A médio e longo prazo, os governos devem investir em fontes alternativas para a geração de energia elétrica: solar, eólica, ondas do mar; lixo orgânico de aterros sanitários etc. Enquanto isso não acontece no ritmo que deveria, cada um de nós devemos fazer a nossa parte, sempre economizando os recursos naturais e ainda mais em períodos críticos como o atual que estamos vivendo. O uso racional dos recursos é bom para a natureza e para o nosso bolso. Abraços e até o próximo artigo.

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Tags: Energia elétrica, fontes alternativas, sola, eólica, custos.
 Fernando Agra Fernando Agra
Finanças Agradáveis

Fernando Antônio Agra Santos é palestrante e consultor nas áreas de Finanças Pessoais (Educação Financeira e Aplicações Financeiras). É Economista pela Universidade Federal de Alagoas e Economista da Universidade Federal de Juiz de Fora, Doutor em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa, Professor da Universidade Salgado de Oliveira, Professor Visitante dos MBA´s da UFJF (todas em Juiz de Fora - MG).

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