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Operação “Pente finíssimo”

Publicado em 19/05/2021 - 18:25 Por Fernando Agra
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Créditos da imagem: https://br.depositphotos.com/375463148/stock-photo-cleaning-service-financial-issues-cleaning.html

Esse é o nome que batizei da limpeza detalhada que procuro fazer, junto com minha família, a cada seis meses, aproximadamente. E por que desse nome?

            Chamo Operação “Pente finíssimo” devido ao grau de detalhe que devemos ter ao arrumarmos cada cômodo da nossa casa. Há alguns anos venho percebendo que temos adquirido o hábito de acumularmos. Nossa casa ficou entulhada de coisas que não usamos e que ainda poderiam ser úteis aos outros. Aí resolvi, como disse no início, junto com minha família, visitar cômodo por cômodo, gaveta por gaveta etc., de modo a identificar tudo o que temos e não utilizamos (ou utilizamos raríssimas vezes) e procurar dar um destino melhor.

Confesso que na primeira vez ficamos muito assustados: muita panela sem tampa, muita tampa sem panela; além dos famosos potes e garrafas de plástico, incluindo os potes de sorvetes aos montes (por que adquirimos o hábito de guardar feijão em pote de sorvete na geladeira?); livros que lemos (e até aqueles que nunca leremos) e estão servindo para abrigar mofos e ácaros nas nossas estantes; brinquedos nos quais as crianças nem lembram que existem; roupas que jamais voltaremos a utilizar (e tem gente que se fizer essa limpeza detalhada ainda vai encontrar roupas com etiquetas, ou seja, que jamais foram utilizadas); tudo isso sem falar nos “entulhos” que trazemos cotidianamente da rua. Fiquei tão espantado com a montanha de coisas que não fazia ideia que estava acumulada na minha casa!

E agora, qual o destino de tudo isso? Costumo separar em três categorias: 1) Aquilo que ainda pode ser utilizado por outras pessoas, podemos doar ou vender através de aplicativos que negociam produtos usados (por uma questão de segurança mútua, geralmente combino um local público para entregar os produtos negociados e receber o pagamento); 2) O que não pode mais ser utilizado por outra pessoa, a gente pode separar e doar para os coletores de material reciclável. Onde moro não há a coleta seletiva do lixo, mas temos uma lixeira em que depositamos tudo o que pode ser reciclado e nos dias da coleta do lixo, diversos catadores pegam esse material. Agindo assim, facilitamos a coleta por parte desses trabalhadores que tiram o sustento dessa atividade e ainda contribuem com o meio ambiente; 3) E por fim, o que não serve para doar ou vender e nem para a reciclagem deverá ir para o lixo.

Durante os períodos que costumamos fazer essa operação aqui em casa, percebo um certo apego, por parte dos meus familiares e a dificuldade de se desfazer daquilo que não será mais utilizado. Esse é um grande desafio: enfrentar o apego. Logo, uma boa conversa entre todos da casa auxiliará no desapego. Quando fazemos costumeiramente essa limpeza, temos vários benefícios: 1) Repensamos os nossos hábitos de consumo e passaremos a tomar melhores decisões para compramos aquilo que de fato utilizaremos (jamais compre algo para somente ter ou porque está barato, compre para utilizar); 2) A nossa casa vai ficar mais leve em todos os aspectos e mais fácil de limpar, bem como saberemos de fato onde está cada coisa (você já percebeu que perdemos muito tempo procurando por algo que não sabemos onde colocamos e até compramos produtos que já temos em casa, tudo por conta da desorganização); 3) Ao nos tornarmos consumidores mais conscientes, contribuímos para um planeta melhor.

Enfim, caro leitor (internauta), o que acha de, no próximo final de semana, convidar todos da sua casa para fazer a operação “Pente finíssimo”? E lembro, vocês precisam visitar cada cômodo da sua residência, cada armário e cada gaveta e sem apego. Façam isso e vocês obterão cada vez mais os benefícios de uma vida mais leve.

Pensando nisso, eu, minha filha e minha esposa escrevemos o nosso segundo volume da “Coleção Finança AGRAdáveis”, intitulado “Arrumando minha casa. Menos apego é mais dinheiro no bolso!”(Editar, 2017), que de modo lúdico, ilustrativo e educativo, aborda esse tema para o público infanto-juvenil (confesso que os ensinamentos transmitidos no livro foram muito úteis pata os adultos também). Abraços e até o próximo artigo, na próxima semana. Aproveito e te convido para apresentar, abaixo, os seus comentários, críticas e sugestões de tema que você quer que sejam abordados nesta coluna semanal.

Tags: Arrumação, Economia, Meio Ambiente, Consumo, Doação, Troca, Reciclagem, Coletores de materiais recicláveis.
 Fernando Agra Fernando Agra
Finanças Agradáveis

Fernando Antônio Agra Santos é palestrante e consultor nas áreas de Finanças Pessoais (Educação Financeira e Aplicações Financeiras). É Economista pela Universidade Federal de Alagoas e Economista da Universidade Federal de Juiz de Fora, Doutor em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa, Professor da Universidade Salgado de Oliveira, Professor Visitante dos MBA´s da PUC-Minas e da UFJF (todas em Juiz de Fora - MG).

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