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Vacinada, Graças A Deus!

Publicado em 06/04/2021 - 04:43 Por Daniela Pesconi-Arthur - Artigo editado em 06/04/2021 - 07:25
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Créditos da imagem: Foto de arquivo pessoal

Quebra-gelo atual:


“Legal sobre a vacina, né?"

“Você já tomou?"

“Sim, a semana passada.”

“So Deus sabe quando é que eu vou tomar a minha. Minha mãe já tomou a dela, entao ja ta bom.”

“Como é que ela tá?"

“Ah, você sabe, ficando em casa.”

“Eles estão vacinando super rápido, se eles vão manter esse ritmo eu já não sei.”

“É esperar pra ver!”


(tradução (bem) livre do texto de Very British Problems)


Bom dia, gente! Deus ‘bençoe! 


Eu não gosto muito de estereótipos, não, mas se não for algo que ofenda as pessoas, tem alguns até engraçados. Aqui, por exemplo, é muito comum se falar sobre o clima. É um quebra-gelo bem comum. E não é pra menos, porque aqui no País de Gales, dependendo da época do ano, temos as quatro estações em um dia só. E um tal de se empacotar pra sair de casa pra trabalhar, e o lance inteligente aqui e se vestir em camadas. E daí a gente vai se descamando durante o dia. E claro, o guarda-chuva é imprescindível! Aliás, já vou logo avisando: caso te incomode carregar um guarda-chuva forte, daqueles grandes e robustos, que te protege da chuva meeeeesmo, é melhor passar na Poundland e comprar uns dois ou três daqueles pequenininhos, daqueles que cabe na bolsa, sabe? Porque eles praticamente são descartáveis. Chuva com vento então… pode esquecer. As vezes é melhor investir num casaco de chuva excelente. Pelo menos você não precisa ficar lutando pra endireitar o guarda-chuva. Spoiler: o vento e a chuva ganham na maioria esmagadora das vezes.

Guarda-chuvas no lixo
Foto: Canva.com

Bom, mas voltando ao assunto principal, o da vacina contra a COVID-19. Eu tomei a primeira dose da Oxford AstraZeneca há duas semanas. Gente, eu tava com um pouco de medo (mas se me perguntarem vou negar, hein?). No dia anterior, meu estômago parecia um buraco com uma infestação de borboletas dentro (butterflies in your stomach = frio na barriga, pode ser de nervoso, pode ser de ansiedade). Nao ajudou muito eu ter lido as noticias de que alguns paises da Uniao Europeia (incluindo Itália, Franca, Alemanha e Espanha) se recusaram a dar a Oxford AstraZeneca a pessoas mais velhas devido a casos de coágulos no sangue (o que mais tarde foi descartado). E tambem não ajudou muito o fato de que o meu marido, que havia tomado a vacina duas semanas antes, ficou malzão depois de tomar. 


Mas enfim, nunca me passou pela cabeça não tomar a vacina. Eu queria mais é dar os dois braços e tomar uma dose em cada um, que é pra já ficar protegida pro resto da vida! Eu sou gordinha e o pavor de ter COVID-19 e morrer entubada num hospital é infinitamente maior do que um medinho de agulha e de um coagulozinho que pode nem acontecer! Aliás, nem medo de agulha e injeção eu tenho! Então, ‘bora lá que chegou minha vez!


Conversei com minha chefe (estou trabalhando em home office desde o fim de março de 2020) e agendei a parte da manhã como consulta médica. Aproveitei também pra agendar o resto do dia como “férias”, porque vai que, né?


O meu horário foi agendado em uma clínica no vilarejo vizinho, então dirigi até lá. Cheguei na hora certinha e tinha fila pra entrar no estacionamento, daí pensei que iria demorar. Mas quando entrei, estava praticamente vazio e fui chamada no horário exato. Não durou mais do que um minuto e, como a clínica tem o sistema de "mão unica”, sai pela porta de trás. A enfermeira me deu um panfleto com informações, inclusive de efeitos colaterais da vacina, e me pediu pra esperar no carro uns cinco minutos antes de ir embora, porque caso de alguma alergia, e praticamente logo após a aplicação. 


Esperei dez minutos. O seguro morreu de velho, não é isso que dizem? Tirei a famosa “selfie” com o meu cartão de vacina e voltei pra casa. Durante o resto do dia passei bem. Aliviada de estar (mais) protegida e pensei: yes! Passei ilesa! No side effects, baby! Woohooo!


Mas quando a noite chegou… ai, ai, ai… devia ter ficado calada, gente! Naquela noite, a coisa ficou feia… Começou com os calafrios. Eu tremia debaixo de três cobertores! Mal consegui me arrastar para fora da cama durante todo o fim de semana. A minha cabeça parecia que ia explodir, e cada centímetro do meu corpo doía. Eu não conseguia encontrar posição pra deitar, ou sentar. Doía tudo. Me lembrei de quando eu tive dengue quando morei em Santos. Mas… fiquei grata porque isso era sinal de que meu corpo não está fraco, e está preparado pra lutar! Domingo à noite já me senti bem melhor e na segunda-feira já voltei pra frente do computador pra trabalhar!


Aqui no País de Gales (e no Reino Unido em geral), as restrições começaram a ser levantadas. Podemos nos deslocar mais livremente, porém somente dentro das fronteiras do País de Gales. Compartilho com vocês as regras atuais e o  “roteiro” de saída do lockdown aqui no País de Gales (as regras para o outros países do Reino Unido variam). Fonte: BBC


  • Todas as restrições de viagem foram suspensas dentro do país - os residentes podem viajar para qualquer lugar dentro das fronteiras galesas

  • Seis pessoas de duas famílias diferentes (sem contar crianças menores de 11 anos) podem se encontrar e fazer exercícios ao ar livre e em jardins privados

  • Atividades ao ar livre organizadas e esportes para crianças e menores de 18 anos podem ser retomados

  • Abertura limitada de áreas externas de alguns lugares e jardins históricos

  • Bibliotecas e arquivos podem reabrir

  • Acomodações de férias independentes, incluindo hotéis com banheiro privativo e serviço de quarto, podem ser abertas para pessoas da mesma casa ou bolha de apoio. Mas viagens não essenciais de e para outras nações do Reino Unido permanecem proibidas


E então, a partir de 12 de abril, no mínimo:

  • Todos os alunos e alunos voltam para a escola, faculdade e outra educação

  • Todas as lojas e serviços de contato próximo podem abrir

  • A proibição de viajar para dentro e fora do País de Gales termina

  • As aulas de direção podem ser retomadas e alguns exames de direção (restante em 22 de abril)


A partir de segunda-feira, 26 de abril:

  • Hospitalidade ao ar livre, incluindo cafés, pubs e restaurantes

  • Atrações ao ar livre, incluindo parques de diversões e parques temáticos


A partir de segunda-feira, 3 de maio:

  • Atividades ao ar livre organizadas para até 30 pessoas

  • Recepções de casamento ao ar livre com a presença de no máximo 30 pessoas


A partir de segunda-feira, 10 de maio:

  • As pessoas podem formar famílias estendidas novamente, permitindo que duas famílias se encontrem e tenham contato dentro de casa

  • Ginásios, centros de lazer e instalações de fitness podem reabrir; serão permitidos treinamentos individuais e individuais, mas não aulas de ginástica


A partir de segunda-feira, 17 de maio:

  • Atividades internas infantis

  • Centros comunitários

  • Atividades internas organizadas para adultos, limitadas a um máximo de 15 pessoas; isso inclui aulas de ginástica


Pubs, cafés e restaurantes podem reabrir em ambientes fechados a tempo para o feriado bancário no final de maio - mas uma decisão não será tomada até pelo menos 17 de maio.


E assim vamos vivendo, experimentando o "novo normal". E eu termino a coluna de hoje com um agradecimento: a Deus, porque eu e os meus estamos com saúde. Com um aperto no coração, porque tantas e tantas famílias não podem dizer o mesmo. Termino também com uma oração e pedindo a Deus que as coisas melhorem. Que as pessoas tenham mais consciência de que numa hora como essas, a empatia e o coletivo são de extrema importância. Que os governantes sejam líderes sensatos e “arrebanhem” ao invés de alienar e separar. Que cada pessoa faça a sua parte, por menor que seja. Se for trabalhar, que seja trabalhando. Se for ficar em casa, que seja ficando em casa. Como a Poliana que minha irmã diz que sou, eu tenho certeza que as coisas vão melhorar. Amem?!


Se quiser continuar o papo, já sabe onde me encontrar: AQUI ou AQUI Beijão e inté! Dani

Foto de arquivo pessoal

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Tags: devaneios, mineira na terra da Rainha, vacina, COVID-19
 Daniela Pesconi-Arthur Daniela Pesconi-Arthur
Devaneios Mineiros Na Terra Da Rainha

Daniela Pesconi-Arthur é mineira de Uberlândia e formada em Letras - Inglês pela UFU, com mestrado em Literatura Inglesa e Escrita Criativa pela Cardiff Metropolitan University. Apaixonada por educação e pela língua, por mais de 20 anos, foi professora de inglês no Brasil, na Itália e no Reino Unido. Enquanto membro da Lapidus International, criou a série de workshops online e presenciais “Write Yourself” (“Escreva-se”) e em 2016 publicou o seu primeiro livro Loveandpizza.it. Atualmente cura o seu site ‘A Casa na Praia’, onde não só fala da sua vida de expatriada no País de Gales (UK), como dá dicas sobre escrita, criação de blogs, além de orientações e mentorias de negócios para brasileiras expatriadas que querem se tornar empreendedoras. Daniela está finalizando um curso de Hipnoterapia Transformacional Rápida (RTT), com a qual pretende ajudar ainda mais pessoas a transformarem suas vidas.

Leia também: Loveandpizza.it - Um Romance Em Napoli (Apresentação E Parte 1)