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Loveandpizza.it - Um Romance Em Napoli ( Parte 4 )

Publicado em 30/04/2021 - 12:28 Por Daniela Pesconi-Arthur - Artigo editado em 13/05/2021 - 05:48
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Créditos da imagem: Acervo pessoal

Bom dia, gente linda!!! Hoje tem mais um capítulo de Loveandpizza.it e hoje eu (através da Carolina) te levo pra comer a melhor pizza do mundo (digo com autoridade, sim, senhor/a! hehe), e conhecer um pedacinho do centro histórico de Napoli. Bora comigo?

Pra quem tá chegando por aqui agora, pode voltar um pouquinho e ler as primeiras partes:

Apresentação e Parte 1

Parte 2

Parte 3


~ A melhor pizza do mundo! ~

 

Estávamos famintas, tínhamos lido sobre uma ótima pizzaria em nosso guia, por isso fomos para a Piazza Vanvitelli. A área, chamada Vomero, era muito diferente da que estávamos nos hospedando. Os prédios pareciam novos e os apartamentos aparentavam ser enormes, quase todos com varanda. Eu poderia morar aqui. Quanto será o aluguel?


A pizzaria se chamava Gorizia e foi realmente fácil de encontrar. Sentamos do lado de fora e imediatamente pedimos uma Coca-Cola.


O garçom veio com as bebidas e o cardápio. Eu pedi sem nem olhar.


È... due pizze margherita, per favore’, disse com confiança.


‘Prego, signorina.’ E ele levou o cardápio.


‘Mas Carolina, o cardápio...’


‘Lisa, confie em mim. Não precisa ler o menu, principalmente para escolher a nossa primeira pizza em Nápoles. Espere e confie.’


‘Tá bom. Se você diz...’, ela tomou um gole de Coca.


Eu não conseguia parar de olhar para o céu. Eu não conseguia parar de olhar para o céu. Excepcionalmente azul. Nem uma nuvenzinha!


‘Carolina, o que você está pensando?’


‘Hun... nada, sério. Apenas olhando para o céu. Eu nunca vi um céu de um azul tão lindo.’


‘Sim, é verdade. Mas, me fale, Carolina. Como você está se sentindo? Quero dizer, você já se arrependeu de ter vindo aqui? Você está pensando na sua família? No Jean?’


‘Credo, Lisa. Nem mencione esse nome. Ele está morto. M-O-R-T-O. Gostaria de nunca mais ouvir esse nome na minha vida. Lembre-me de nunca visitar a França.’


‘O quê? Qual é... Paris? Cote d'Azur...? Fala sério...’


‘Estou brincando, boba. Apesar disso, ainda sinto vontade de matá-lo. Quando penso nele, do outro lado do país, praticamente morando com aquela mulher, enquanto dizia que me amava, mas que estava muito ocupado para ir me visitar. Aaaahhh’, apertei os punhos de raiva.


Lisa colocou sua mão na minha.


‘Ele foi um idiota. Na verdade, ele é um idiota. Ele sempre será um. Lembro que você queria ir visitá-lo. Sua mãe e seu pai sempre te disseram que você não deveria, que ele que teria que ir até você.”


‘Eu sei. É como se eles soubessem o que estava acontecendo. É o tal sexto sentido dos pais, ou o que quer que seja. E pensar que eles estavam certos  me deixa ainda mais irritada. E eu disse a ele que iria visitá-lo. Apesar das longas horas de ônibus, eu ainda queria ir. Todavia, ele nunca me deixou, dizia que estava ocupado demais até mesmo para passar um tempo comigo. Babaca.’


Meus olhos começaram a se encher de lágrimas.



‘Ei, vamos lá. É um novo começo para você. Anime-se. Essa cidade louca e bonita, nossos empregos aqui... Tenho a sensação de que a nossa estadia aqui será a maior aventura da sua vida, Carolina. Agora, esqueça aquele estúpido do Jean, porque nossa pizza está cheg... Que diabo...?’


Acervo Pessoal


Due pizze margherita’, o garçom riu da nossa cara de espanto.


‘Grazie,’ eu respondi, e olhei pra Lisa, impressionada. ‘Lisa, a pizza é individual? Quero dizer, uma pizza inteira? Meu Deus. Vamos voltar para casa rolando...’


‘Carolina, eu não posso falar agora. Eu preciso me concentrar. Esta pizza está linda. Olhe para todo esse queijo.’


Nunca fui de comer muito, além do chocolate, é claro. Sempre que me sirvo, coloco pouca comida em meu prato. Se conseguisse comer aquela pizza inteira, eu mereceria um prêmio.

‘Lisa, você reparou que a maioria das pessoas está comendo a pizza com as mãos? Gostaria de saber se é tradição.’


‘Não sei. Eu não posso nem tentar, porque meu garfo e faca estão colados em minhas mãos... Essa pizza é divina. A melhor de todos os tempos.’


‘Eu te disse’, pisquei, cortando outra fatia e dando uma enorme mordida.


Depois de nos empanturrarmos de pizza, uma fatia de tiramisu e um café expresso para cada, decidimos telefonar para a nossa chefe.


‘Então, se a gente ligar para ela agora... ainda é cedo, ela deve estar na escola. 

Poderíamos ir lá conversar com ela, talvez até obter informações sobre nossos alunos...’


‘Sim, e se Gwen nos der os endereços de nossos alunos agora à tarde, amanhã e sexta podemos ver onde eles moram, assim teremos o final de semana livre para passearmos mais um pouco.’


‘É isso que estou pensando. Nós também precisamos perguntar sobre um lugar para morar, não se esqueça.’


‘Legal. Você tem o número dela?’


‘Sim. Em algum lugar aqui.’


 Lisa estava basicamente mergulhando dentro de sua bolsa para encontrar o e-mail que tinha imprimido com o endereço da escola. Eu não podia falar nada. Faria a mesma coisa. Mulheres e suas bolsas…


‘Por que não procuramos um cartão SIM italiano para nossos telefones? Eles têm a Vodafone aqui. Clara tem a Vodafone no País de Gales.’

 

Encontramos a loja de celular logo na esquina, mas estava fechada para o almoço. Até às quatro da tarde. Outra coisa que aprendemos sobre Nápoles naquele dia. A maioria das lojas fecham para o riposo (ou siesta), geralmente da uma às quatro da tarde. Ficamos um pouco frustradas, sem mencionar aborrecidas, mas decidimos tentar a sorte e ir à escola mesmo assim.


Voltamos ao centro de metrô: Piazza Vanvitelli para Dante, e depois de uma curta caminhada pela Via Toledo, seguindo nosso mapa de ruas, chegamos a uma rua longa e estreita.  Olhei o mapa novamente e me dei conta de onde estávamos.


Acervo Pessoal


‘Lisa, esta é a famosa Spaccanapoli! Você se lembra de quando a vimos lá do topo do castelo?’


‘Eu vi. E veja essa loja de massas. Meu Deus! Nunca vi tantos tipos diferentes de massa na minha vida!’


Havia fusilli, penne, farfalle, rigatoni, spaghetti, vermicelli, linguine, tagliatelle, fettuccine, lasagna, um macarrão enorme em forma de concha... Macarrão verde (de espinafre, talvez?), multicolorido, limão e até de chocolate!


Acervo Pessoal


Quando ela disse chocolate, já fiquei toda empolgada, entrei na loja e fui olhar o que mais eles tinham.


‘Veja, Lisa! Eles têm vários tipos de massa de chocolate! Eu amo chocolate, e amo massas! Isto é para mim! Gostaria de saber que receitas existem para ela... Vou perguntar!’


‘Que tal irmos procurar a escola primeiro, hein? Depois, poderemos voltar à loja quando quisermos.’


‘Ok, ok... estraga-prazer!’, me deixei arrastar para fora da loja, resmungando.


Andamos mais um pouco e chegamos a Piazza del Gesù Nuovo.


‘Lisa, vamos entrar ali.’


‘Aonde?’


‘Ali. Na igreja de Gesù Nuovo. Li que dentro de uma das suas capelas estão os restos de San Giuseppe Moscati.’


Acervo Pessoal



San Giuseppe Moscati? Quem era ele?’


‘Ele foi médico no Hospital dos Incuráveis e professor. Ele tinha uma abordagem holística ao tratar seus pacientes. Um monte de estagiários o seguia para aprender suas práticas. Certa vez, ele disse a um de seus alunos que ele deveria tratar também das almas dos pacientes, com conselhos para seus corações e mentes, e não apenas com prescrições.’

‘Caramba! Como você sabe tudo isso?’


‘Li sobre a igreja em meu guia e procurei mais informações on-line. As pessoas que receberam milagres de cura trazem pedaços, em cera, das partes do corpo curadas, como no Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Será que pode fazer um milagre na minha vida?’


‘Claro, como torná-la menos teimosa...’


‘Shiuu... não brinque com essas coisas, por favor!’


‘Ok, ok. Desculpe.’ 


Lisa ficou quieta enquanto olhávamos a igreja e a capela. Visitamos também mais dois ambientes que estavam abertos, o quarto e o consultório médico, incluindo a cadeira onde ele morreu enquanto dormia. Sua história era linda e tocante, mas ver aquela cadeira me deu arrepios, e imediatamente chamei Lisa para irmos embora.


Já fora da igreja, peguei o mapa da mão dela.


‘O mapa diz que devemos virar à direita em... ah, aqui. Via Santa Chiara. E há uma igreja muito famosa nessa rua também,’ falei, animada.


Viramos à direita na Via Santa Chiara e descemos. Chegando à porta da igreja, parei para ler a placa. Lisa me puxou pelo braço e fui, arrastada novamente.


Logo estávamos na rua da escola. Encontramos o prédio e fiquei super empolgada.


‘Lisa, estamos prestes a visitar nosso primeiro palazzo!’ Toquei o interfone.


Fomos atendidas por uma voz masculina, e a porta se abriu.


‘Deve ser o marido da Gwen’, disse Lisa. ‘Vamos entrar.’


Entramos por uma porta maciça e pesada de madeira, que dava em um pátio. Olhamos uma para a outra e não podíamos acreditar como era grande ali dentro. Pensei que o prédio inteiro fosse da escola, mas era dividido em muitos apartamentos, cercados por varandas que davam para o átrio. Simplesmente o sonho de toda princesa…


‘Carolina, você está sonhando acordada de novo’, ela estalou os dedos na minha cara. ‘Agora vem. Eles estão nos esperando.’


Subimos até o primeiro andar, e uma mulher baixinha, loira e sardenta, e um homem muito simpático, estavam esperando por nós, sorrindo. Eles aparentavam uns 50 anos e tinham sua própria escola de inglês na Inglaterra antes de se mudarem para Nápoles.


‘Oi! Entrem. Como vocês estão? Meu nome é Gwen, e este é o meu marido Carl. Espero que vocês tenham feito uma boa viagem. Já tiveram tempo de visitar a cidade? O B&B é bom? O que estão achando de Nápoles até agora?’


Carl deu risada.


‘Ei, amor, dê tempo para elas responderem’, e se virou para nós. ‘Primeiro, o mais importante: vocês gostariam de um café?’


‘Ah! Sim, claro. Obrigada’, respondi pensando em como eles eram legais e torcendo para que fossem sempre assim.


Gwen nos perguntou novamente.


‘Então, como vocês têm passado?’


‘Super bem’, disse Lisa. O B&B é ótimo. Gennaro, o dono, é muito engraçado e prestativo, e ele fala um pouco de inglês, o que é bem útil, já que nosso italiano não é tão bom.’


‘Sim, mas ficamos aterrorizadas na noite em que chegamos aqui’, complementei.


‘Sério?’, perguntou Carl com um ar de preocupação. ‘Por quê?’


‘Chegamos aqui à noite e estávamos com fome, mas não tínhamos ideia de onde ir e estávamos com medo de andar pelas ruas sozinhas’, respondi. ‘Acabamos comendo o nosso café da manhã do hotel para termos o que jantar naquela noite, porque não conseguimos encontrar um lugar para comer. Andamos até o porto e não encontramos nenhum lugar decente aberto.’


Gwen e Carl pareciam surpresos.


‘Vocês duas caminharam pelo porto, à noite? Meu Deus... Não é à-toa que estavam com medo. Gwen, querida, pode me passar essas xícaras, por favor?’


‘Por quê?’, fiquei curiosa..


‘Histórias de Nápoles, Carolina. E devo dizer que não são contos de crianças’, a voz de Carl estava cheia de mistério. ‘Um dia conto para vocês. Agora, vamos tomar nosso café ou ele vai esfriar.’


Minha mente criativa já havia começado a funcionar. Xi! Carolina... Você vê histórias por toda parte. Pare com isso. Já.


O café estava uma delícia e começamos a conversar sobre a escola. Lisa perguntou a Gwen e Carl muitas coisas. Como eles começaram, sobre os alunos, onde íamos ensinar, etc. Eu, apenas ouvia, muito atentamente, tudo. Gwen percebeu minha ansiedade.

‘Ah! Não se preocupe, querida. Você se sairá bem. Sei que você não é professora, mas seus certificados de inglês são excelentes. Além disso, como alguém que cuida de pessoas, tenho certeza de que você será ótima nas aulas individuais. É muito diferente de ensinar para um grande grupo. Espero que goste de crianças.’


‘Sim! Amo crianças. E você está certa. Estou preocupada. Nunca ensinei nada na minha vida que não envolvesse cadáveres,’ eu disse, me lembrando das mentorias de anatomia na universidade.


‘Não se preocupe. Ajudarei você em tudo o que precisar. Vamos ver como as coisas andam e qualquer coisa, posso te ensinar.’


Isso me deu um pouco de paz de espírito. Gwen, a vida toda, tinha sido professora e formadora de docentes no Reino Unido, por isso sabia que estaria em boas mãos. Só esperava que eu pudesse corresponder às suas expectativas.


‘Ok, agora, vamos ver quem e onde vocês ensinarão nos próximos seis meses?’


Gwen entrou em um escritório e voltou com dois arquivos enormes. Dentro deles, o contrato, as regras da escola, arquivos dos alunos e mapas de ruas. Ela nos explicou como tudo funcionava.


‘Vocês irão à casa dos seus alunos uma vez por semana, durante uma hora. Fiz o possível para agendar suas aulas de acordo com o local onde os alunos moram e o dia da semana em que vocês estão ensinando. Então, basicamente, vocês só precisarão caminhar ou fazer uma curta viagem de metrô / funicular da casa de um aluno para outro. Que tal?’


‘Parece perfeito, obrigada por tudo’, respondeu Lisa. Eu tinha acabado de queimar minha língua com o café quente e estava doendo como o inferno, assim fiquei distraída por um tempo.


‘Há ainda algumas aulas matutinas em algumas empresas,’ Gwen continuou, ‘basicamente conversação, o que acredito ser perfeito para você, Carolina, mas, caso goste, você também pode fazê-las Lisa. De segunda a quinta-feira, a partir da próxima semana. Eles pagam um preço corporativo, que é repassado aos professores. Os alunos são brilhantes e os escritórios são maravilhosos para se trabalhar.’


‘Adoraríamos, não é Carolina?’ Novamente, Lisa foi a primeira a falar.


‘Acho que sim.’ Para ser sincera, eu queria dizer ‘não, obrigada’, mas, naquele momento, sem saber quanto gastaríamos por mês, deixei meu medo de lado e aceitei.


‘Então, o que acham? Vocês têm mais alguma pergunta?’, nos questionou Gwen.


‘Acho que não, acredito que esteja tudo claro’, Lisa me olhou confirmando com os olhos.

E nessa hora me lembrei que só tínhamos mais duas noites no B&B. Precisávamos encontrar um lugar para morar. Logo.


‘Gwen, precisamos encontrar um lugar para morar. Só reservamos o B&B por mais duas noites’, falei.


‘Oh céus. Certo, claro. Tinha me esquecido totalmente disso. Carl, as meninas precisam de um lugar para morar!’ Ela gritou em direção ao escritório.


Dei risada. Casal engraçado. 


‘Okay,’ Carl voltou a sala, ‘só estava checando com as pessoas que conhecemos que têm casas para alugar. Vocês sabem, sempre temos algumas pessoas que estão dispostas a alugar a curto prazo. Acabei de ligar para uma delas e combinei de ir ver amanhã de manhã. Vocês podem vir aqui às oito da manhã?’


‘Sim, claro.’


Carl continuou. ‘Não fica no centro, mas fica a apenas cinco minutos da estação de metrô. É uma de três casas geminadas que ficam em um terreno fechado e alguns dos nossos professores já moraram lá antes. Tem até um pequeno jardim e é muito seguro’, ele sorriu nos tranquilizando.


‘Tá bom. Amanhã às oito estaremos aqui. Muito obrigada por toda a sua ajuda. Mal podemos esperar para começar’, Lisa disse e se levantou. Imaginei que estávamos saindo.

Fale por si mesma, pensei e me levantei, ainda sentindo a queimadura na minha língua.

‘Ótimo. Bem-vindas a Nápoles. Tenho certeza de que vocês irão amar essa cidade,’ Carl disse.


‘Sim’, concluiu Gwen, ‘e se precisarem de algo, por favor, nos falem. Bem, até amanhã. Se chegarem um pouco antes, passarei um café para vocês’, piscou.


 Sorrimos, agradecemos e nos despedimos.


 Enquanto caminhávamos pelo pátio, olhei para cima e os vi acenando da varanda. E comecei a relaxar um pouco.


(***)


Oiê pessoal, estou de volta com a minha segunda coluna aqui no Portal MegaMinas e dessa vez vou trazer pra vocês, no formato "série", o meu romance Loveandpizza.it. Ele foi originalmente escrito e publicado em inglês, mas aqui no Portal eu apresento com a tradução de curadoria de Farah Serra. Espero que vocês gostem. E pra você não perder nadinha dessa aventura pela bella città, você pode se cadastrar pra receber um email toda semana quando mais um capítulo for publicado. Além disso, quando você se cadastrar, ganha de presente três marcadores de livros com fotos e frases sobre Nápoles pra imprimir, usar, guardar ou dar de presente. Se cadastre rapidinho AQUI.



Beijão e inté a semana que vem!


Dani

Tags: romance,Napoli,MelhorPizza
 Daniela Pesconi-Arthur Daniela Pesconi-Arthur
Devaneios Mineiros Na Terra Da Rainha

Daniela Pesconi-Arthur é mineira de Uberlândia e formada em Letras - Inglês pela UFU, com mestrado em Literatura Inglesa e Escrita Criativa pela Cardiff Metropolitan University. Apaixonada por educação e pela língua, por mais de 20 anos, foi professora de inglês no Brasil, na Itália e no Reino Unido. Enquanto membro da Lapidus International, criou a série de workshops online e presenciais “Write Yourself” (“Escreva-se”) e em 2016 publicou o seu primeiro livro Loveandpizza.it. Atualmente cura o seu site ‘A Casa na Praia’, onde não só fala da sua vida de expatriada no País de Gales (UK), como dá dicas sobre escrita, criação de blogs, além de orientações e mentorias de negócios para brasileiras expatriadas que querem se tornar empreendedoras. Daniela está finalizando um curso de Hipnoterapia Transformacional Rápida (RTT), com a qual pretende ajudar ainda mais pessoas a transformarem suas vidas.

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