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A Fama Produzida Sem Alicerce Real

Publicado em 20/02/2021 - 10:09 Por Jeremias Brasileiro - Artigo editado em 20/02/2021 - 10:21
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Créditos da imagem: Imagem Internet: iconografiadahistoria.com.br/2021

  

De olhos abertos, mas vendados por uma falsa sensação de tudo saber, caminhamos às cegas por caminhos permeados de ficções, ilusões, acreditando que de tudo sabemos, que em tudo temos razões e aplaudimos pessoas detentoras de comportamentos sociais constrangedores.

 

Parecemos desse modo, um trem desgovernado, a descer ladeira abaixo rumo ao precipício, na esperança de sermos salvos ainda em tempo, por um ocaso do destino. Tempos estranhos são esses de agora! Não que tenhamos vivido outros melhores, o que assusta na atualidade é a naturalização pública de situações antiéticas que são glamourizadas.

 

Viver é uma dádiva, esquecer é uma tragédia. Um STF que gasta tempo julgando se o país tem “direito ao esquecimento”, uma imensidão de pessoas que parecem anestesiadas, como se tomassem alucinógenos virtuais que permitem brincar com as realidades da vida como se fossem meras circunstâncias temporais.

 

Rir da dor do outro, achincalhar a vida do próximo e ter milhares de seguidores. Quanto mais ruim se fizer parecer diante das telas que os tornam reféns de um ilusionismo total, mais a ilusão da fama temporal cresce e desaba na mesma velocidade.

 

Tempos estranhos são esses que para ser famoso exige-se certas doses de maldades, atos insensatos para ficar conhecido, em que ser errado se torna motivo de orgulho, que ser caloteiro vira noticia sorridente em portais de notícias. Nessa aceleração do tempo, uma cegueira contínua impede muita gente de viver a vida real.

  

Tags: Ilusão, cegueira, fama fugaz
 Jeremias Brasileiro Jeremias Brasileiro
Crônicas e Ensaios das Gerais

Doutor em História Social pela Universidade federal de Uberlândia. É Comandante Geral da Festa da Congada da cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, desde o ano de 2005 e presidente da Irmandade do Reinado do Rosário de Rio Paranaíba, Alto Paranaíba, Minas Gerais, desde o ano de 2011. Desenvolve pesquisas sobre cultura afro-brasileira e sua diversidade nas Congadas de Minas Gerais, associando-as com o contexto educacional, em uma perspectiva epistemológica congadeira, de ancestralidade africana. Um intelectual afro-brasileiro reconhecido na obra de Eduardo de Oliveira: Quem é quem na negritude Brasileira (Ministério da Justiça, 1998), que lista biografias de 500 personalidades negras no Brasil; e na obra de Nei Lopes: Dicionário Literário afro-brasileiro (Rio de Janeiro: Editora Pallas, 2011). Detentor de um dos maiores acervos digitais sobre as Congadas de Minas Gerais, constituído desde a década de 1980, historiador com vasta experiência e produção cientifica sobre ritualidades, simbologias, coexistências culturais e religiosas em oposição ao conceito de sincretismo. Escritor, poeta, possui textos de dramaturgia, crônicas, literatura afro-brasileira.

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