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Será Que Isso No Meu Cão É Alergia? Diagnóstico Da Doença Nem Sempre É Fácil

Publicado em 06/03/2021 - 00:03 Por Valeriana Medrado
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Créditos da imagem: David Mark/Pixabay
Apesar de comuns nas consultas de rotina ao veterinário, as alergias em cães ainda confundem os donos, pois os sintomas são parecidos com outras doenças. Entre os mais comuns estão tosse, espirro, diarreia, coceira na pele, infecções no ouvido, olhos lacrimejantes, lambeduras constantes, inchaços pelo corpo e até o ronco causado pela garganta inflamada.

Assim como nosso sistema imunológico encara certas substâncias como inimigas e desencadeia uma série de reações no organismo, o mesmo acontece com os cães. Por serem provocadas por inúmeras substâncias que podem ser ingeridas, inaladas ou por contato com a pele, o diagnóstico das alergias costuma ser complexo.

Um dos casos mais frequentes nos consultórios veterinários referem-se às alergias de pele que resultam em coceira, lesões pelo atrito que o animal faz ao coçar ou lamber e, em estágios mais avançados, perda de pelos e até falha na pelagem.

Segundo veterinária Keane Tavares, esses processos alérgicos acometem os bichinhos em qualquer fase de vida, podendo até aparecer a partir da terceira idade (após os sete anos de vida). Para descobrir o que está por trás do sintoma, é necessário uma avaliação criteriosa dos hábitos do animal e atenção ao relato do dono sobre o comportamento do cão em épocas de crise. Assim que o diagnóstico estiver concluído, é importante iniciar
imediatamente o tratamento, já que a alergia afeta o bem-estar do animal, deixando-o irritado, incomodado, além de comprometer a saúde, fazendo com que fique exposto a infecções oportunistas", disse.

Existe um fator genético predominante em relação às alergias, por isso é importante, se possível, investigar se os pais do bichinho sofrem com o mesmo problema. Segundo artigos científicos, a doença é mais incidente em algumas raças, como Terrier, Setter e Retriever, além dos cães com focinho curto, também chamados de braquicéfalos, como Pug, Bulldog Francês e Inglês - principais vítimas das alergias respiratórias principalmente que pioram com o tempo seco.

O tratamento envolve medicação. Uma das novidades na área é a imunoterapia, uma forma de dessensibilização feita com injeções de compostos com determinadas substâncias alergênicas em doses
reduzidas e diluídas - uma forma de acostumar o organismo do animal, estimulando o próprio sistema imunológico a se defender contra o problema.